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Meu Romance (My Romance)


de “Nego”, de Carlos Rennó

2009_NEGO_Cancoes_americanas_em_versoes_brasileiras_1024

Meu romance
Não precisa de luar lá no céu,
Meu romance,
Nem de estrela a cintilar em um véu,

Nem do verão,
Do azul do mar,
De um violão,
De algum lugar.

Meu romance
Não precisa de castelo ou salão,
Nem que eu dance
A um sempre novo e belo refrão.

Acordado,
Faço o meu sonho encantado acontecer.
Meu romance
Só precisa de você.

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My romance
Doesn´t have to have a moon in the sky;
My romance
Doesn´t need a blue lagoon standing by;

No month of May,
No twinkling stars,
No hideaway,
No soft guitars.

My romance
Doesn´t need a castle rising in Spain,
Nor a dance
To a constantly surprising refrain.

Wide awake,
I can make my most fantastic dreams come true.
My romance
Doesn´t need a thing but you.

Música de Richard Rodgers e letra de Lorenz Hart, 1935

Te Adorar


de “Hoje”, de Gal Costa

2005_Gal_Costa_Hoje_1024

Nada mais me atrai
Que tua tez morena, ai, ai.
Talvez por eu ser o teu servo,
Com certa obsessão a observo.

Nada faz brilhar
E agrada mais ao meu olhar;
Pois se eu te vejo, meu buquê,
Vejo o que eu mais desejo ver.

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar…
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Nada mais me traz
Felicidade e paz
Do que ver-te, ver-te sorrir.
É como sorver um elixir.

Fico a te focar;
Mergulho fundo no teu olhar.
Mesmo quando o gozo já vem,
Eu me afundo bem ali e além.

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar…
Te ter, me dar a tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar…
Te adorar, dourar, dourar…
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar…
Te adorar, dourar, dourar…
Te ver me dar tudo que és,
Dez mil vezes, mil vezes dez!

Sexo e Luz

de “Hoje”, de Gal Costa

2005_Gal_Costa_Hoje_1024

Quando o sol
Abaixou
Num dia tão monótono,
A paixão
Me deixou
Atônito.

Me tirou
Da rotina,
E num momento único,
Alterou
Meu destino
De súbito.

Aí,
Saí do vale do meu tormento,
E fui
Cair no lago do teu amor;
Ali,
Aliviei todo o meu sofrimento,
E ui,
Me vi gemendo de prazer que nem de dor.

Enfim, lancei de mim um grito;
E em ti, fui um com o infinito.

E no céu
Do meu eu,
No íntimo, no âmago,
Acendeu
Um límpido
Relâmpago.

No ápice,
Em átimos
Que pareceram séculos,
Eu me banhei
E me lavei
Em sexo e luz.

Então,
Além do monte, além do horizonte,
Ah sim,
Além do mundo, além da razão,
Oh não,
Bebi do poço sem fundo, da fonte
Sem fim,
O poço do desejo, a fonte da paixão.

Enfim, lancei de mim um grito;
E em ti, fui um com o infinito.

Mar e Sol


de “Hoje”, de Gal Costa

2005_Gal_Costa_Hoje_1024

Um sol
Eu sou
Para o seu mar, ó meu amor;
Você
O mar é
Para o meu sol, para eu me pôr;

Me pôr
Em você,
Me espelhar, me espalhar;
Meu sol
De arrebol
Deitar no leito de seu mar;

E entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Um só,
Um nó
De fogo e água, terra e céu,
A sós,
Somos nós,
De corpo e alma, você e eu;

E eu
A descer,
A desnascer, desvanecer;
A ser
Em você
Um sol a se dissolver,

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Depois,
Nós dois,
Olhos nos olhos, vis-à-vis,
Nos seus
Olhos meus,
Me vejo no que vejo ali.

Ali,
Eu-você,
Olho no olho a se espelhar,
Amor,
Sem temor,
Olho o que eu olho me olhar –

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Com você morrer, morrer.

Paixão de fogo de paixão
De fogo de paixão
De fogo de paixão

Em que me afogo de paixão
Me afogo de paixão
Me afogo de paixão.

Quando Eu Fecho Os Olhos


de “Vambora Lá Dançar”, de Elba Ramalho
2013_Elba_Ramalho_Vambora_La_Dancar_1024


de “Respeitem Meus Cabelos Brancos”, de Chico César
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de “Bossa Tropical”, de Gal Costa
2002_Gal_Bossa_tropical_1024

Aí você surgiu na minha frente,
E eu vi o espaço e o tempo em suspensão.
Senti no ar a força diferente
De um momento eterno desde então.

E aqui dentro de mim você demora;
Já tornou-se parte mesmo do meu ser.
E agora, em qualquer parte, a qualquer hora,
Quando eu fecho os olhos, vejo só você.

E cada um de nós é um a sós,
E uma só pessoa somos nós,
Unos num canto, numa voz.

O amor une os amantes em um ímã,
E num enigma claro se traduz;
Extremos se atraem, se aproximam
E se completam como sombra e luz.

E assim viemos, nos assimilando,
Nos assemelhando, a nos absorver.
E agora, não tem onde, não tem quando:
Quando eu fecho os olhos, vejo só você.

E cada um de nós é um a sós,
E uma só pessoa somos nós,
Unos num canto, numa voz.

Bem-bom


de “Bem-bom”, de Gal Costa
1986_Gal_Bem_Bom_1024


de “Eduardo Gudin e Vânia Bastos”, de Eduardo Gudin e Vânia Bastos

É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você e eu

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem

Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim

Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim