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Um Dia de Garoa (A Foggy Day)


de “Cole Porter & George Gershwin – Canções Versões”, de Carlos Rennó

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Eu era estranho na cidade,
Sem ninguém que eu pudesse rever.
Pensei com auto-piedade:
“Que fazer? Que fazer? Que fazer?”
O panorama era deprê.
Mas passeando naquela garoa, ali,
Meu dia de sorte maior então vivi.

Num dia de garoa fria,
Sampa me deu melancolia.
O céu tão cinza causou alarme,
Mesmo o Masp perdeu seu charme.

“Isso vai longe”, pensava eu,
Quando um milagre aconteceu.
Pois de repente eu vi você –
E em São Paulo da garoa o sol brilhava
Pra valer!

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I was a stranger in the city.
Out of town were the people I knew.
I had that felling of self-pity:
“What to do? What to do? What to do?”
The outlook was decidedly blue.
But as I walked through the foggy streets alone,
It turned out to be the luckiest day I’ve known.

A foggy day in London Town
Had me low and had me down.
I viewed the morning with alarm.
The British Museum had lost its charm.

How long, I wondered, could this thing last?
But the age of miracles hadn’t passed,
For, suddenly, I saw you there –
And through foggy London Town the sun was shining
Ev’rywhere.

Música de George Gershwin e letra de Ira Gershwin, 1937

Átimo de Pó


de “Quanta”, de Gilberto Gil

Entre a célula e o céu
O DNA e Deus
O quark e a Via-Láctea
A bactéria e a galáxia

Entre agora e o eon
O íon e Órion
A lua e o magnéton
Entre a estrela e o elétron
Entre o glóbulo e o globo blue

Eu

Um cosmos em mim só
Um átimo de pó
Assim: do yang ao yin

Eu

E o nada, nada não
O vasto, vasto vão
Do espaço até o spin

Do sem-fim além de mim
Ao sem-fim aquém de mim
Den´ de mim