Arquivos da categoria: Nelson Ascher

Sábio Rio (Ol´ Man River)


de “Nego”, de Carlos Rennó

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Preto dá duro no Mississippi,
Duro pro branco poder brincar,
Puxando barco, não descansando,
Até o Juízo Final chegar.

Baixe o olhar,
Não diga não,
Não deixe puto
O seu patrão.
Curve o corpo,
É seu dever,
E puxe a corda
Até morrer.

Quero deixá longe o Mississippi,
Quero deixá meu sinhô pra lá,
E vê o rio que é velho e sábio,
Rio Jordão que inda vô cruzar.

Sábio rio,
O rio sábio,
Que sabe tudo
Mas fica mudo,
Só vai rolando,
Vai só rolando, ao léu.

Num planta nada,
Nem algodão,
Quem planta não é
Lembrado, não.
O sábio rio
Vai só rolando, ao léu.

Nós aqui
No suador,
Corpo já morto
De esforço e dor –
Puxe o barco!
Pegue o peso!
Beba um pouco mais
E você vai preso…

Já tô cheio,
Sofrer me frustra,
Viver me cansa,
Morrer me assusta;
Mas, sábio, o rio
Vai só rolando, ao léu.

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Colored folks work on de Mississippi,
Colored folks work while de white folks play,
Pullin´ dem boats from de dawn to sunset,
Gittin´ no rest till de Judgement Day.

Don’ look up
An´ don´ look down –
You don´ dast make
De white boss frown.
Bend your knees
An´ bow your head,
An´ pull dat rope
Until yo´ dead.

Let me go ´way from de Mississippi,
Let me go ´way from de white man boss;
Show me dat stream called de river Jordan,
Dat´s de ol´ stream dat I long to cross.

Ol´ Man River,
Dat Ol´ Man River,
He mus´ know sumpin´
But don´ say nuthin´,
He jes´ keeps rollin´,
He keeps on rollin´ along.

He don´ plant taters,
He don´ plant cotton,
An´ dem dat plants´em
Is soon forgotten,
But Ol´ Man River,
He jes´ keeps rollin´ along.

You an´ me,
We sweat an´ strain,
Body all achin´
An´ racked wid pain –
Tote dat barge!
Lif´ dat bale!
Git a little drunk,
An´ you land in jail…

Ah gits weary
An´ sick of tryin´;
Ah´m tired of livin´
An´ skeered of dyin’,
But Ol´Man River,
He jes´ keeps rollin´ along.

Música de Jerome Kern e letra de Oscar Hammerstein II, 1927

Quem tome conta de mim (Someone to watch over me)


de “Cole Porter & George Gershwin – Canções Versões”, de Carlos Rennó

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Dizem que o amor
É cego, porém,
Seja onde for,
Quem procura, tem.
Eu procuro alguém que à minha mente sempre vem.

Não perdi a fé,
Mas ainda não vi
O meu grande affair
Que eu não esqueci –
Penso nele onde eu ande, aqui e ali.

Eu vou gostar de juntar seu sobrenome ao meu.
Quem vai cuidar dessa ovelha que se perdeu?

Tem um certo alguém de quem sou a fim;
Que seja sim-
-Plesmente enfim
Quem tome conta de mim.

Ovelhinha ao léu sem lar, sem ninguém,
Farei tão bem
A esse alguém
Que tome conta de mim.

Ainda que não muita gente
O ache atraente,
A ele darei o meu sim.

Eu só peço que se apresse o rapaz,
Que chegue mais,
Que falta faz
Quem tome conta de mim.

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There´s a saying old
Says that love is blind.
Still, we´re often told
“Seek and ye shall find”.
So I´m going to seek a certain lad I´ve had in mind.

Looking ev´rywhere,
Haven´t found him yet;
He´s the big affair
I cannot forget –
Only man I ever think of with regret.

I´d like to add his initial to my monogram.
Tell me, where is the shepherd for this lost lamb?

There´s a somebody I´m longing to see;
I hope that he
Turns out to be
Someone who´ll watch over me.

I´m a little lamb who´s lost in the wood;
I know I could
Always be good
To one who´ll watch over me.

Although he may not be the man some
Girls think of as handsome,
To my heart he´ll carry the key.

Won´t you tell him, please, to put on some speed,
Follow my lead?
Oh, how I need
Someone to watch over me.

Música de George Gershwin e letra de Ira Gershwin, 1926

Abraçável Você


de “Cole Porter & George Gershwin – Canções Versões”, de Carlos Rennó

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Me abrace,
Doce abraçável você.
Me abrace,
Incomparável você.

Só de vê-la o coração degela em mim;
O cigano só você revela em mim.

Não vejo
Senão encanto em você;
Desejo
Meus braços tanto em você.

Não seja má, menina,
Dê um abraço, dê um abraço, dê!
Doce abraçável você.

Me abrace,
Doce abraçável você.
Me abrace,
Incomparável você.

Em seus braços tudo é muito ardente, meu bem,
É tão bom mas não muito decente, meu bem.

No entanto,
Glorifiquemos o amor.
Garanto
Levá-la a extremos no amor.

Não seja má, menina,
Dê um abraço, dê um abraço, dê!
Doce abraçável você.

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Embrace me,
My sweet embraceable you.
Embrace me,
You irreplaceable you.

Just one look at you – my heart grew tipsy in me;
You and you alone bring out the gypsy in me.

I love all
The many charms about you;
Above all
I want my arms about you.

Don’t be a naughty baby,
Come to papa – come to papa – do!
My sweet embraceable you.

Embrace me,
My sweet embraceable you.
Embrace me,
You irreplaceable you.

In your arms I find love so delectable, dear,
I’m afraid it isn’t quite respectable, dear.

But hang it – Come on, let’s glorify love!
Ding dang it! You´ll shout “Encore!” if I love.

Don’t be a naughty papa,
Come to baby – come to baby – do!
My sweet embraceable you.

Música de George Gershwin e letra de Ira Gershwin, 1930