Night Full of Stars (Noite Cheia de Estrelas)

Late at night, all the stars beam and
The quiet just seems like a dream and
On the forest and the river
Like a pouring rain of silver
Falls the moonlight from above.
But you sleep, so you don´t know whom
I´m singing of,
While the moon is in its glory
And hears the tearful story
Of this love.

Bright moon,
Send your light soon from above so
As to wake the one I love so.

I sing,
But I really don’t know why sing,
If she sleeps and doesn’t hear me.
Not even the
Silver moon feels sorry for me;
Just because on calling you I insist,
She hides behind the mystic mist.

Now the moon shines with disdain there,
And she´s so pensive and so vain there,
And the stars that are so far rise
As a dizzy flood of fire-flies
Over younder the moonshine.

All the silent stars are hearing
Your name divine
In the plaints so painful under
The magical and wonder-
Full moonshine.

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Noite alta, céu risonho;
A quietude é quase um sonho.
O luar cai sobre a mata
Qual uma chuva de prata
De raríssimo esplendor.

Só tu dormes, não escutas
O teu cantor,
Revelando à lua airosa
A história dolorosa
Deste amor.

Lua,
Manda a tua luz prateada
Despertar a minha amada.
Quero matar os meus desejos,
Sufocá-la com meus beijos.

Canto,
E a mulher que eu amo tanto
Não me escuta, está dormindo.
Canto e por fim
Nem a lua tem pena de mim,
Pois ao ver que quem te chama sou eu
Entre a neblina se escondeu.

Lá no alto a lua esquiva
Está no céu tão pensativa.
As estrelas tão serenas
Qual dilúvio de falenas
Andam tontas ao luar.

Todo o astral ficou silente,
Para escutar
O teu nome entre as endechas,
Tuas dolorosas queixas
Ao luar.

Música e letra de Cândido das Neves (Índio), 1928