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Sky Of My Blues


de “Uma Beleza Estranha”, de Daniel Taubkin

2004_Daniel_Taubkin_uma_beleza_estranha_1024


de “Vânia Bastos”, de Vânia Bastos

1990_Vania_Bastos_Tudo_que_voce_e_1024

Because you were mine
And love was divine,
So I was in heaven.
What happened
To us I haven´t
Forgotten anymore.

Because love was new,
And I was with you
In your paradise –
Where there were two skies,
Your blue eyes,
And many more.

But I had to lose
The blue of your sky.
Now I have to try
The sky of my blues.

Now I miss your kisses, darling, but even
So, I´m in such and Eden,
Cause ev´rything remains divine
In this pain of mine.

A Minha Lógica

Com
Aqueles bons e velhos dons
De uns joões e outros johns
Juntei palavra, cor e som
Com a cabeça e o coração
E certamente com tesão
Armei no ar uma canção
Harmoniosa de artesão
Da arte que tem bossa

Mas você
Com desdém
Vem com essa prosa
– Num-sei-quê,
Num-sei-quem –
Que já é famosa
Ora, ora, ora
Pouco faz
E desfaz
Muito de quem faz e elabora

É
Que a sua ótica não vê
A minha lógica, nem crê
Na onda mágica, o bom
Da matemática do som
De uma música no ar
Arquitetura a flutuar
No ato puro de tocar
Samba, canção ou rock

Se você
É capaz
Cante, dance, toque
Mas não dê
Nunca mais
Um tão tonto toque
Se o seu palpite
Infeliz
Me maldiz
Me diz bem quão chão é o seu limite

Sim
Que a mim é dado e cabe a mim
O mais sonoro e claro sim
À arte, à vida, à criação
Tudo que eu canto com paixão
E tal clareza que transluz
Com vida própria e traduz
A própria vida e traz à luz
Seus sonhos escondidos

Pra você
Me ouvir
Meu rapaz, se deixe
Envolver
Seduzir
Ou em paz me deixe
Antes não evite
Venha cá
Vamos lá
Ao deleite, aceite o meu convite

Pois
Acima dessas discussões
Só a beleza das canções
É o que ficará depois
De tanto quanto se compôs
Brilhando como essa voz
Voando e ecoando em nós
Em pleno espaçotempo

So Cool

You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool

Oh! The way you walk
The way you talk
The way you smile
Oh! The way you look
I like your look
I like your style

I get so impressed by how you dress
But more impressed when you undress
You´ll always be
One of the best to me

You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool

Oh! The way you flirt
The way you hurt
The way you please
Oh! The way you act
And you attract
It is so easy

All I need is such a sweet and fresh
And lovely touch as of your flesh
As you can see
You mean to much to me

Bem-bom

Yes
It has to be with you, I see
You are a charming company
The night is young and so are we
So let be sung our melody

Come, baby, take me to play
Come, baby, shake me and say
We´ll stay alone from now on
With me you´ll be in the bem-bom

Feel in the breeze that is in the air
A new and sweet affair
I feel the night will be so complete and swell
Well, let´s go
Let me tell you low:

Sad is to live in solitude
Glad is to fall in love with you
Now we are free, now we agree
It´s up to us, just you and me

_____________________________________________________________

É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você e eu

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem

Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim

Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim

Música de Arrigo Barnabé e Eduardo Gudim, e letra de Carlos Rennó, 1985

Ronda 2


de “Cidade Oculta”, de Arrigo Barnabé

Na noite alta
Na noite alta os ratos rondam,
E no asfalto
E no asfalto os carros roncam.

Bares e clubes luzem.
Bares e clubes luzem. Sinais.
Gangues de punks lúmpens
Gangues de punks lúmpens demais.
E prostitutas passam
E prostitutas passam ao léu.
E viaturas surgem
E viaturas surgem no breu.

Quando nas casas
Quando nas casas os justos dormem,
Quando não matam,
Quando não matam, os brutos morrem.

Os seus olhos
Os seus olhos filtram letras,
Luminosos,
Luminosos, faroletes
Luminosos, faroletes e holofotes;
Nos seus olhos
Nos seus olhos se reflete
Todo o lume
Todo o lume do negrume
Todo o lume do negrume dessa noite.

Cena de bangue-bangue.
Cena de bangue-bangue. Faróis.
Tiras, bandidos, anti-
Tiras, bandidos, anti- -heróis.
Tiros e gritos: cante
Tiros e gritos: cante mortal.
Cena de sangue, lance
Cena de sangue, lance normal.

E pelas ruas,
E pelas ruas, peruas rugem;
Se abrem alas
Se abrem alas e as balas zunem.

De repente
De repente você treme,
E a sirene
E a sirene passa entre
E a sirene passa entre automóveis;
Em suspense
Em suspense você pensa:
O que pode
O que pode com o ódio
O que pode com o ódio desses homens?

Bem-bom


de “Bem-bom”, de Gal Costa
1986_Gal_Bem_Bom_1024


de “Eduardo Gudin e Vânia Bastos”, de Eduardo Gudin e Vânia Bastos

É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você e eu

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom

Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem

Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim

Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim

Mirante


de “Luar – Canções de Arrigo Barnabé”, de Tuca Fernandes

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de “Tubarões Voadores”, de Arrigo Barnabé

2000_Arrigo_Barnabe_Tubaroes_voadores_1024

Que eco e em que século?
Qual onda de som, qual sonda?
E que sinal de sim afinal
Fará chegar a mensagem do homem ao Cosmos
De não querer
Ser só um ser
A sós?

Daqui desse grande grão de
Areia azul, mirante,
Poeira do estouro estelar,
Veja agora aquilo que era a milhares
De anos-luz
E Vênus-luz
Brilhar. (*)

________________________

Variante:
(*) Lilás.

A Europa Curvou-se Ante o Brasil


de “Tubarões Voadores”, de Arrigo Barnabé

2000_Arrigo_Barnabe_Tubaroes_voadores_1024

Ao ver o pássaro passar
No céu voar
Já era o sonho
O aéreo plano
De um menino a empinar
Pipa no ar

Queria ser o inventor
Do avião
Entre um par de asas
Mandaria brasa
Sabe quem era o sonhador?
Santos Dumont

Com sua pose e seu chapéu
Em pleno céu
No 14 Bis
Tal e qual um giz
O quadro azul do ar riscou
E se arriscou

Sobre a história e o chão
Num vôo bom
Foi a glória ao homem
Nas alturas móveis
A nossa mãe da invenção
Santos Dumont!

Não viva todo mundo, não!
Viva Dumont!
Que esteve à margem
Mas teve coragem
A nossa mãe da invenção
Santos Dumont!

Outros Sons


de “Outros Sons”, de Eliete Negreiros

Num ritmo, num signo
Ígneo
De erres e orras
De esses e zorras
Num rito em urros
Risos, sussurros
Retecnizada
A tribo
Se desencerra
Na Terra

Rataplãs retumbantes, tantãs, tumbadoras, tambores
Sacra, sã sangração, sagra o clã em clamantes louvores

Em danças, transas, transes
Felizes e velozes
Vorazes e ferozes

Oh yeahvoé shazam!

bababadalgharaghtakamminarronnkonnbronntonnerronntuonnthunntrovarrnawnskawn […] !

Outros fins e outros trons
Outros timbres, outros tons
Outrossim outros a-tons
Outros sins e outros sons