Pra Uma Baiana em São Caetano

Baião,
Vai àquela baiana em São
Caetano, São Paulo, onde estão
Minha mente e meu coração,
E chegando por MP3,
Diz que eu ando infeliz outra vez,
Que ela volte, pra me consolar,
Ao meu lar.

Baião,
Diz a ela, que é lá de onde são
O João, o Waltinho, o Galvão, (*)
Juazeiro, Bahia, sertão,
Que nem lá, nem no grande ABC,
Um desejo maior não se vê;
Quem a queira assim como eu
Não nasceu.

Tendo todo o passado que tens,
Tendo sempre passado as mens-
Agens belas dos males e bens
De amor,
Passa mais essa aqui, por favor,
Pra baiana fatal, que é a tal
Que me dana e me causa, afinal,
Tanto bem e também tanto mal.

Baião,
Diz a ela que um dia eu fui são,
E a loucura, a doença, a paixão
Hoje atacam o meu coração,
E o remédio é só ela quem tem,
Porque dela é o veneno também;
“Louco” é pouco pra me definir;
C’est fini.

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Variante:
(*) O João, a Ivete, o Galvão,