Da onça-pintada ao mico-leão-dourado e ao pica-pau, Da anta ao mutum, do boto ao cuatá, veado e ao urutau, Milhões de animais silvestres agora vivem um stress fatal, Perdendo habitat com a mutação climática mundial E com a letal ação da agropecuária industrial.
Tucano, macaco-prego, preguiça, águia, lobo-guará, Guaruba, raposa, tamanduá-bandeira ao deus-dará. Oh como uma espécie humana é tão desumana, oh deus, tão má E nem tão inteligente pois atacando o ambiente, tá Pilhando o planeta só pelo bruto lucro que a carne dá.
Coral, jacaré, queixada, tatu, queimados num fogaréu, Bovinos e porcos e aves criados do modo mais cruel.* Milhares de corpos num dos horrores mores perante o céu.* E todos são sencientes da natureza do seu papel, E sentem felicidade e tristeza, como você e eu.
Aranha, ariranha, gato-maracajá, murucututu, Calango, tucunaré, tangará, tiê-sangue, tuiuiú – Cuidar do seu bem estar sem deixar nem UM sapo jururu Também é cuidar das plantas e dos biomas de norte a sul, É bom para o mundo todo, pra todo mundo, pra mim e tu.
Da arara à tartaruga, ao araçari, beija-flor e mais: Da abelha ao zogue-zogue, ao cuxiú, peixe-boi e tais: Os animais são humanos também e nós somos animais. Mas já abatemos a maioria deles, os ancestrais, Oh mãe, não podemos ameaçá-los nem extingui-los mais.
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Brasil vive a emergência de incêndio, seca e devastação, Para produção de carne de gado e soja para ração, Levando afinal a flora e a fauna à fome e à extinção. Por isso é preciso preservação, cuidar e dar proteção E o pleno direito à vida selvagem, livre de exploração.
Não canto Ive Brussel, Denise Rei, Dumingaz, Rita Jeep de Ben Jor; Não canto a moça do galante Wando, Nem canto a aeromoça de Belchior; Nem Sarah nem a baby-blue de Dylan, Nem Sally nem a doce Jane, de Lou; Nem Angie nem a Lady Jane de Jagger; Nem Scarlet Moon de Lee e de Lulu.
De Simon, nem Cecilia e Mrs. Robinson: Só deixam minha lista mais extensa; Nem la femme, l´amour de Reginaldo; Nem la belle de jour de Alceu Valença; De Assis Valente, nem Maria Boa; De Lupicínio, nem Maria Rosa; De Zé Ramalho, nem a mulher-frevo Nem a nova, bonita e carinhosa.
Só você, Hoje eu canto só você, Só você, Nem uma outra mais tem meu querer.
E danem-se Diana, de Paul Anka; A falsa loira, de João Bosco e Aldir Blanc; De Samuel Rosa com Chico Amaral, A tal garota nacional, do Skank; E Ruby e Georgia, musas de Ray Charles, E Ruby, joia de Thelonious Monk, E Ruby Tuesday, outra de Mick Jagger – Além das tais mulheres honky-tonk;
Maria e mais Maria solidária, De Milton Nascimento com Fernando Brant; Maria, a escandalosa e a Candelária, De Klécius Caldas com Armando Cavalcanti; E de Caetano, para Cássia Eller, A criatura, a gata extraordinária, Como a menina do anel de lua E estrela de Vinícius Cantuária.
Só você, Eu sou quem flama, chama por você; Só você, Meu sal, meu mel mesclado com dendê.
Nem Sá Marina, de Gaspar e Adolfo, Nem Dinorá, de Vitor com Ivan; Izaura, de Herivelto com Roberti; Clarice, de Caetano e Capinan; Da miss de Bosco e Blanc, a Miss Suéter, À de Roberto e Rita, a Miss Brasil 2000; Nem Mabellene e a sixteen, de Chuck Berry; De Little Richard, nem miss Molly nem Lucille.
E nem a mariposa de Adelino E nem a marcianita de Alderete E nem a moreninha de Zé Rico E nem a mascarada de Elton e Zé Kéti E nem a Colombina de Ed Motta E nem a Cinderela de Rossini E nem a burguesinha de Seu Jorge E nem a Tiazinha – uh! – de Vinny!
Só você, Eu hoje elevo e louvo só você, Só você, Que eu clamo e que eu declamo como o quê.
Da brasileira de Benito à espanhola De Guarabyra e Venturini em dupla, Nem a mineira de Nogueira com Pinheiro, Nem a garota de Berlim de Supla, Nem a de Gil garota do Barbalho, Nem as de Herbert meninas do Leblon, Nem a de Bowie, mina lá da China, Nem as mulheres de LA de Morrison;
E, de José Fortuna, nem a índia, Sangue tupi, a flor do Paraguai; E, de João de Barro, nem Mimi, A japonesa (sic) de Xangai, E nem Chiquita lá da Martinica; Nem, de Chico, as muchachas de Copacabana, Nem a morena do chocalho lá de Angola; E de Emicida enfim nem a baiana.
Só você, Ninguém me inspira mais do que você, Só você Eu canto e eu decanto com prazer.
Jamais alguém já fez alguém fazer Uma canção que nem você me fez; Nem mesmo Rita e Martha, a Paul MacCartney; Tampouco Yolanda, a Pablo Milanês; Nem Conceição, a Dunga e Jair Amorim; E nem Cristina, a Tim e Carlos Imperial; Nem Florentina de Jesus, a Tiririca; Nem Sandra Rosa Madalena, a Magal;
Jamais também um cantautor cantou Numa canção assim a sua amada, Nem Dylan totalmente apaixonado À dama de olhos tristes da Baixada; É justo então que você dê pra mim de vez, Só dessa vez, eu juro pelos deuses! Só uma vez… ou só mais umas dez… Vezes dez vezes dez… vezes dez… vezes!
Só você, Ninguém desejo mais do que você, Só você, Você, meu grande amor, meu grande tê.
Você é como a mina preciosa De Péricles e Augusto com John Donne; Como o xodó, a paz de Dominguinhos; O bem-querer, o encanto de Djavan; Como a sereia de Lulu com Nelson Motta; A fada, a doce amada de Zezé; Como a sofisticada dama de Duke Ellington E como a puta de Odair José.
Você é para mim e o meu amor Profundo, grande e largo como o mar, Mais que a donzela foi pra Luiz Melodia, Mais que Luzia foi pra Itamar; Que Xanduzinha pra Luiz Gonzaga E Capitu para Luiz Tatit, E que a namoradeira pra Rincon e Lia E que a praieira pra Nação Zumbi!
Só você, Que é tudo, tudo, tudo, só você, Só você, Que é todas elas juntas num só ser.
Por adorá-la mais que Dorival A Dora, Doralice, Gabriela, E por querê-la mais do que Cazuza Pôde querer Querelle, ó minha estrela, Por horas, dias, mil e uma noites, Eu mais de mil canções evocaria Nessa canção e tão-somente nela, Pra ter você pra sempre e mais um dia;
Canção que é feita de canções já feitas Pra se cantar alguém, alguém qualquer, E que são feitas sempre, pois tem sempre, Pra se cantar, alguém a quem se quer, Como você, que é uma canção em si, Como essa aqui, que é uma canção sem fim, Pois não acabam as canções de que ela é feita, Nem por você o meu querer tem fim.
Só você Faria-me fazê-la, só você, Só você Me inspira – e eu transpiro no fazer.
E pausa e finda assim num pseudofim, E pára aqui pra que não se prolongue, A minha “Sad Eyed-Lady of the Lôwlands”, A minha “You´re The Top”, minha list-song, Canção cantada escrita dita dada Tão-só para você, que para mim É tal como o cherie amour de Wonder E assim como a querida de Jobim,
Canção que cessa mas que recomeça, Que o rol de músicas e musas não acaba, De “Maringá”, de Joubert de Carvalho, Até “Mulher do Paraná”, de Sorocaba, Além do mais sua beleza é uma grandeza Que nem numa canção como essa cabe, E faz com que o desejo por você Que nunca cessa em mim não mais acabe.
Só você, Você, você, você e só você, Só você É todas elas juntas num só ser.
“Sou a favor da ditadura”, disse ele,
“Do pau de arara e da tortura”, concluiu.
“Mas o regime, mais do que ter torturado,
Tinha que ter matado trinta mil”.
E em contradita ao que afirmou, na caradura
Disse: “Não houve ditadura no país”.
E no real o incrível, o inacreditável
Entrou que nem um pesadelo, infeliz,
Ao som raivoso de uma voz inconfiável
Que diz e mente e se desmente e se desdiz.
Disse que num quilombo “os afrodescendentes
Pesavam sete arrobas” – e daí pra mais:
Que “não serviam nem pra procriar”,
Como se fôssemos, nós negros, animais.
E ainda insiste que não é racista
E que racismo não existe no país.
Como é possível, como é aceitável
Que tal se diga e fique impune quem o diz?
Tamanha injúria não inocentável,
Quem a julgou, que júri, que juiz?
Disse que agora “o índio está evoluindo,
Cada vez mais é um ser humano igual a nós.
Mas isolado é como um bicho no zoológico”,
E decretou e declarou de viva voz:
“Nem um centímetro a mais de terra indígena!,
Que nela jaz muita riqueza pro país”.
Se pronuncia assim o impronunciável
Tal qual o nome que tal “hino” nunca diz,
Do inumano ser, o ser inominável,
Do qual emanam mil pronunciamentos vis.
Disse que se tivesse um filho homossexual,
Preferiria que o progênito “morresse”.
Pruma mulher disse que não a estupraria,
Porque “você é feia, não merece”.
E ainda disse que a mulher, “porque engravida”,
“Deve ganhar menos que o homem” no país.
Por tal conduta e atitude deplorável,
Sempre o comparam com alguns quadrúpedes.
Uma maldade, uma injustiça inaceitável!
Tais animais são mais afáveis e gentis.
Mas quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
Chamou o tema ambiental de “importante
Só pra vegano que só come vegetal”;
Chamou de “mentirosos” dados científicos
Do aumento do desmatamento florestal.
Disse que “a Amazônia segue intocada,
Praticamente preservada no país”.
E assim negou e renegou o inegável,
As evidências que a Ciência vê e diz,
Da derrubada e da queimada comprovável
Pelas imagens de satélites.
E proclamou : “Policial tem que matar,
Tem que matar, senão não é policial.
Matar com dez ou trinta tiros o bandido,
Pois criminoso é um ser humano anormal.
Matar uns quinze ou vinte e ser condecorado,
Não processado” e condenado no país.
Por essa fala inflexível, inflamável,
Que só a morte, a violência e o mal bendiz,
Por tal discurso de ódio, odiável,
O que resolve são canhões, revólveres.
“A minha especialidade é matar,
Sou capitão do exército”, assim grunhiu.
E induziu o brasileiro a se armar,
Que “todo mundo, pô, tem que comprar fuzil”,
Pois “povo armado não será escravizado”,
Numa cruzada pela morte no país
E num desprezo pela vida inolvidável,
Que nem quando lotavam UTIs
E o número de mortos era inumerável,
Disse “E daí? Não sou coveiro”. “E daí?”
“Os livros são hoje ‘um montão de amontoado’
De muita coisa escrita”, veio a declarar.
Tentou dizer “conclamo” e disse “eu canclomo”;
Não sabe conjugar o verbo “concl…amar”.
Clamou que “no Brasil tem professor demais”,
Tal qual um imbecil pra imbecis.
Vigora agora o que não é ignorável:
Os ignorantes ora imperam no país
(O que era antes, ó pensantes, impensável)…
Quem é essa gente que não sabe o que diz?
Mas quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
Chamou de “herói” um coronel torturador
E um capitão miliciano e assassino.
Chamou de “escória” bolivianos, haitianos…
De “paraíba” e “pau de arara” o nordestino.
E diz que “ser patrão aqui é uma desgraça”,
E diz que “fome ninguém passa no país”.
Tal qual num filme de terror, inenarrável,
Em que a verdade não importa nem se diz,
Desenrolou-se, incontível, incontável,
Um rol idiota de chacotas e pitis.
Disse que mera “fantasia” era o vírus
E “histeria” a reação à pandemia;
Que brasileiro “pula e nada no esgoto,
Não pega nada”, então também não pegaria
O que chamou de “gripezinha” e receitou (sim!),
Sim, cloroquina, e não vacina, pro país.
E assim sem ter que pôr à prova o improvável,
Um ditador tampouco põe pingo nos is,
E nem responde, falador irresponsável,
Por todo ato ou toda fala pros Brasis.
E repetiu o mote “Deus, pátria e família”
Do integralismo e da Itália do fascismo,
Colando ao lema uma suspeita “liberdade”…
Tal qual tinha parodiado do nazismo
O slogan “Alemanha acima de tudo”,
Pondo ao invés “Brasil” no nome do país.
E qual num sonho horroroso, detestável,
A gente viu sem crer o que não quer nem quis:
Comemorarem o que não é memorável,
Como sinistras, tristes efemérides…
Já declarou: “Quem queira vir para o Brasil
Pra fazer sexo com mulher, fique à vontade.
Nós não podemos promover turismo gay,
Temos famílias”, disse com moralidade.
E já gritou um dia: “Toda minoria
Tem de curvar-se à maioria!” no país.
E assim o incrível, o inacreditável,
Se torna natural, quanto mais se rediz,
E a intolerância, essa sim intolerável,
Nessa figura dá chiliques mis.
Mas quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
Por vezes saem, caem, soam como fezes
Da sua boca cada som, cada sentença…
É um nonsense, é um caô, umas fake-news,
É um libelo leviano ou uma ofensa.
Porque mal pensa no que diz, porque mal pensa,
“Não falo mais com a imprensa”, um dia diz.
Mas de fanáticos a horda lamentável,
Que louva a volta à ditadura no país,
A turba cega-surda surta, insuportável,
E grita “mito!”, “eu autorizo!”, e pede “bis!”
E disse “merda, bosta, porra, putaria,
Filho da puta, puta que pariu, caguei!”
E a cada internação tratando do intestino
E a cada termo grosso e um “Talquei?”,
O cheiro podre da sua retórica
Escatológica se espalha no país.
“Sou imorrível, incomível e imbrochável”,
Já se gabou em sua tão caracterís-
Tica linguagem baixo nível, reprovável,
Esse boçal ignaro, rei de mimimis.
Mas nada disse de Moise Kabagambe,
O jovem congolês que foi aqui linchado.
Do caso Evaldo Rosa, preto, musicista,
Com a família no automóvel baleado,
Disse que a tropa “não matou ninguém”, somente
“Foi um incidente” oitenta tiros de fuzis…
“O exército é do povo e não foi responsável”,
Falou o homem da gravata de fuzis,
Que é bem provável ser-lhe a vida descartável,
Sendo de negro ou de imigrante no país.
Bradou que “o presidente já não cumprirá
Mais decisão” do magistrado do Supremo,
Ao qual se dirigiu xingando: “Seu canalha!”
Mas acuado recuou do tom extremo,
E em nota disse: “Nunca tive intenção
(Não!) De agredir quaisquer Poderes” do país.
Falhou o golpe mas safou-se o impeachável,
Machão cagão de atos pusilânimes,
O que talvez se ache algum herói da Marvel
Mas que tá mais pra algum bandido de gibis.
Mas quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
E sugeriu pra poluição ambiental:
“É só fazer cocô, dia sim, dia não”.
E pra quem sugeriu feijão e não fuzil:
“Querem comida? Então, dá tiro de feijão”.
É sem preparo, sem noção, sem compostura.
Sua postura com o posto não condiz.
No entanto “chega! […] vai agora [inominável]”,
Cravou o maior poeta vivo, no país,
E ecoou o coro “fora, [inominável]!”
E o panelaço das janelas nas metrópoles!
E numa live de golpista prometeu:
“Sem voto impresso não haverá eleição!”
E praguejou pra jornalistas: “Cala a boca!
Vocês são uma raça em extinção!”
E no seu tosco português ele não pára:
Dispara sempre um disparate o que maldiz.
Hoje um mal-dito dito dele é deletável
Pelo Insta, Face, YouTube e Twitter no país.
Mas para nós, mais do que um post, é enquadrável
O impostor que com o posto não condiz.
Disse que não aceitará o resultado
Se derrotado na eleição da nossa história,
E: “Eu tenho três alternativas pro futuro:
Ou estar preso, ou ser morto ou a vitória”,
Porque “somente Deus me tira da cadeira
De presidente” (Oh Deus proteja esse país!”).
Tivéssemos um parlamento confiável,
Sem x comparsas seus cupinchas, cúmplices,
E seu impeachment seria inescapável,
Com n inquéritos, pedidos, CPIs.
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Não há cortina de fumaça indevassÁvel
Que encubra o crime desses tempos inci-vis
E tampe o sol que vem com o dia inadiÁvel
E brilha agora qual farol na noite gris.
É a esperança que renasce onde HÁ véu,
De um horizonte menos cinza e mais feliz.
É a passagem muito além do instagramÁvel
Do pesadelo à utopia por um triz,
No instante crucial de liberdade instÁvel
Pros democráticos de fato, equânimes,
Com a missão difícil mas realizável
De erguer das cinzas como fênix o país.
E quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
Mas quem dirá que não é mais imaginável
Erguer de novo das ruínas o país?
*
*
*
Tradução literal legendada:
“I’m all in favor of dictatorship”, he said,
“Of pau-de-arara and torture”, he concluded.
“But the regime, besides having tortured
Should have killed some thirty thousand.”
And contradicting what he shamelessly had said
He went: “There was no dictatorship in the country.”
In our reality, the incredible and unbelievable
Stepped in like a miserable nightmare
To the angry sound of a mistrustful voice
That tells lies and then unsays and retreats.
He said that, in a settlement, “Afro-descendants
Weighed 200 pounds” — and then said more:
That “they’re not even fit to procreate”,
As if we, black people, were animals.
And he insists that he’s not a racist
And that there’s no racism in the country.
How is it possible, how is it acceptable
That things like these are said with such impunity?
Such injury, so unforgivable
Was tried by what judge, what jury?
He said that now “native Indians are evolving,
Becoming human like the rest of us.
But isolated they’re like beasts in a zoo,”
And decreed and declared in full voice:
“Not another inch of indigenous land!,
Since too many riches lie in there.”
Thus the unpronounceable pronounces himself
The one whose name this “hymn” never spells
The inhuman being, the unnamable
From whence a thousand vile statements are spewed.
He said that, if he had a homosexual son
He’d rather see that offspring “dead.”
To a woman, he said he wouldn’t rape her
Because “you’re ugly, don’t deserve it.”
And also said that women, “since they get pregnant,”
In this country “should earn less than men.”
For such deplorable behavior and attitude
He’s often compared to some quadrupeds
Such unfair and unacceptable injustice!
Those beasts are far more friendly and affable.
But who will say that it’s no longer imaginable
To raise this country from its ruins once again?
He said the environment “only matters
To vegans, who eat nothing but vegetables;”
He called “deceitful” the scientific data
That warns about deforestation rates.
He said “the Amazon remains untouched,
Practically preserved in the country.”
And thus refuted and denied the undeniable
The evidences that all science ratifies
Of loggings and burnings verifiable
By satellite imagery.
And he proclaimed: “”A cop has to kill,
Has to kill, otherwise he’s not a cop.
Kill the bad guys with ten or thirty shots,
Since criminals are abnormal beings.
Kill fifteen or twenty and then get decorated,
Not sued” and prosecuted in the courts.
This inflexible, inflammable discourse
That death, violence and evil praise
This hateful discourse of hate
Sees solution only in canons and shotguns.
“My specialty is killing
I’m an army captain”, he grunted.
And induced Brazilians to get armed.
“Damn, everyone should buy a rifle”,
For “an armed people won’t be enslaved”,
In a crusade of death across the land.
And, in an unforgettable disregard for the casualties,
That kept piling up in ICUs,
With death tolls becoming countless
He said “So what? I’m not a gravedigger.”
“Books are today ‘a heaping pile’
Of many written things”, he came to declare.
Tried to say “conclamo” and said “canclomo”;
Can’t conjugate the verb “conclamar.”
Claimed that “Brazil has too many teachers”,
Like an imbecile addressing imbeciles.
What thrives now we can no longer ignore
We’re ruled by ignorance and nothing more
(Which was before, o, thinkers, unthinkable)…
Who are those people who don’t know what they say?
But who will say that it’s no longer imaginable
To raise this country from its ruins once again?
He called “hero” a coronel who tortured
And a militia captain who murdered.
He called Bolivians and Haitians “scum”…
And northeastern folk “”rednecks” and “hicks”
Said that “being a boss here is a drag”
And that “no one starves in the country.”
Just like an indescribable horror flick
Where truth seems not to matter anymore
Thus unfolded, uncontained and unaccountable
A long list of mindless mockeries.
He said the virus was mere “fantasy”
That the reaction to the pandemic was “hysteria”;
That Brazilians “jump into sewers and swim,
Never catching anything”, so they wouldn’t catch
What he called “a small cold”, and prescribed (yes!)
Chloroquine and not vaccine to the country.
And thus, without proving the unprovable
A dictator never crosses the t’s
Nor stands behind, irresponsible tattler,
His acts and speeches through Brazil.
And he repeated the motto “God, country, family”
From Integralismo and fascist Italy
Adding there only a suspicious “liberty”…
Like he did when he borrowed from the Nazis
The slogan “Germany above all”,
Substituting for that country’s name “Brazil”.
And, like a horrible, deplorable dream
We saw, incredulous, what we never wished for:
Commemorations of things not memorable,
As some sinister, sad ephemeris…
He declared: “Whoever wants to come to Brazil
To have sex with women, feel free.
We can’t promote gay tourism
We have families”, he said, morally.
And one day screamed: “Every minority
Has to bow to the majority!” in the country.
And so the incredible, the unbelievable
Is naturalized as it goes around
And intolerance, which is intolerable,
In this fiend finds a fertile ground.
But who will say that it’s no longer imaginable
To raise this country from its ruins once again?
Sometimes spewed, sounding like feces
Sentences and sounds are expelled from his mouth…
Slanders, fake news, nonsense,
Levities, libels or offences.
Because he barely thinks of what he’s gonna say
“I won’t talk to the press anymore”, decides one day.
But the regrettable fanatical hordes
That praise the return of the dictatorship
The unbearable deaf-blind mob goes insane
Yells “myth!”, “I authorize it!”, asks for more!
And he said “shit, crap, scum, fuckery,
Sonofabitch, motherfucker, I don’t give a shit!”
And, at every medical intestinal intervention,
With every curse, every “is that ok?”
The stinking stench of his rhetoric
Eschatologically spreads across the land.
“I never die, never get fucked, never go limp,”
He’s bragged in his characteristic,
Reproachable low-level lingo,
That ignorant dunce, the king of whines.
Yet he said nothing about Moise Kabagambe,
The youth from Congo that was lynched here
Or Evaldo Rosa, the black musician,
Shot dead in his car with his family,
He said the troops “didn’t kill anyone”, merely
“It was an incident”, eighty shotgun shots…
“The army belongs to the people and is not responsible”,
Said the man with the rifle-patterned tie
For him a life is very probably disposable,
If it’s a Black or immigrant that dies.
He blurted that “the president will no longer
Accept decisions” from a Supreme Court judge,
Whom he scolded and called: “Scoundrel!”
Then, cornered, changed his tone
Saying, in a note: “I never intended
(No!) To attack any Powers” in the country.
Coup averted, the impeachable slipped away
That macho chicken of pusillanimous behavior
Who may think of himself as a Marvel hero
But resembles more a villain of comic books.
But who will say that it’s no longer imaginable
To raise this country from its ruins once again?
For the environmental pollution, he suggested:
“One should just crap every other day.”
And to those who demanded beans, not guns:
“You guys want food? Then, fire beans.”
He’s unprepared, unaware, has no composure
Lacks the posture that his position demands.
However, “enough! […] leave now [unnamable]”,
Wrote, in the country, the greatest living poet,
And a choir of “get out [unnamable]!” echoed
To the sound of pots being banged in big cities!
In a threatening live feed, he promised:
“Without printed votes there won’t be any elections!”
And pounced on journalists: “Shut up!
You’re a race near extinction!”
In his crude Portuguese, he keeps on going:
Always spewing absurdities and imprecations.
All that’s misspoken is now easily deletable
On Instagram, Facebook, YouTube, Twitter
But for us those are no posts, they’re evidence
That the impostor doesn’t belong in his chair.
He said he won’t accept if he loses
This pivotal election in our history
And: “I have three future alternatives:
Be jailed, be killed or victory”,
Since “only God can remove me
From the presidential chair” (God help this country!”)
If we had a reliable parliament
Without his accomplices, his partners and pals
His impeachment would be unescapable
With many inquiries, petitions, committees.
There’s no smoke screen thick enough
To cover up the crimes of these uncivil times
And cloak the sun brought by the urgent day
Shining like a beacon in the greyest night.
It’s hope reborn where there’s a veil
Of a horizon that’s buoyant and bright
It’s the passing, way beyond Instagrammable,
From nightmare to utopia, in the nick of time,
In the crucial instant of unstable freedom
For those true, equanimous democrats
With the grueling, yet accomplishable mission
Of raising this country, like a phoenix, from the ashes.