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Luar Sobre os Jardins (Moon Over Bourbon Street)

(Sting/versão Carlos Rennó)

O luar brilha sobre os Jardins
As pessoas passam e não param para mim
E a mim só me resta seguir
Seus passos e as luzes a me seduzir
Rezei, implorei pra mudar
O que sou, como vou segurar?
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…

Há muito tempo atrás eu me tornei o que sou
Nessa vida eu caí como um peixe no anzol
Hoje eu não posso ver o sol brilhar
Só à noite eu me solto sob a luz do luar
Não há nessas mãos nem sinal do meu mal
Com o chapéu eu escondo meu olhar bestial
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…

Ela sempre sai pelas ruas dos Jardins
Depois que a noite cai, toda vez é assim
Ela vai, ela vem, eu vou seguindo atrás
Lutando contra o instinto, não encontro a paz
Por que, meu Deus do Céu, tenho eu que suportar
Ter que amar para matar ou matar o que eu amar?
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…


Moon Over Bourbon Street
(Sting)

There’s a moon over Bourbon Street tonight
I see faces as they pass beneath the pale lamplight
I’ve no choice but to follow that call
The bright lights, the people, and the moon and all

I pray everyday to be strong
For I know what I do must be wrong
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street

It was many years ago that I became what I am
I was trapped in this life like an innocent lamb
Now I can never show my face at noon
And you’ll only see me walking by the light of the moon

The brim of my hat hides the eye of a beast
I’ve the face of a sinner but the hands of a priest
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street

She walks everyday through the streets of New Orleans
She’s innocent and young from a family of means
I have stood many times outside her window at night
To struggle with my instinct in the pale moonlight

How could I be this way when I pray to God above
I must love what I destroy and destroy the thing I love
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street

Curva do Rio

Era noite e sentamos na curva do rio
Como num sonho perdido eu vi de quem era filho

Calma iluminavam as nuvens tranquilas
E a sinfonia de grilos por ali

Matos, murmúrios e um canto índio em mim
Na areia branca

Mergulhei uma hora nas águas do rio
Na densa correnteza reluzindo
Em nados e risos, e risos
Rios, rios, rios…

Rio tranquilo, arrepio de frio
Gosto primitivo no corpo do rio
Rio infinito
Rio infinito
Rio infinito…

Mergulhei uma hora nas águas do rio
Na densa correnteza reluzindo
Em nados, em nados, e risos, e risos
Rio!


Rio tranquilo, arrepio de frio
Gosto primitivo no corpo do rio
Rio infinito
Rio, rio infinito, rio!

*

Composta em meados dos anos 1970