
“Cole Porter – Canções, Versões” (Paulicéia, 1991) – Livro de Carlos Rennó, contendo textos e versões para o português de sua autoria, a partir de canções do compositor. Com textos de Augusto de Campos, Caetano Veloso e Cláudio Leal Ferreira.

“Cole Porter – Canções, Versões” (Paulicéia, 1991) – Livro de Carlos Rennó, contendo textos e versões para o português de sua autoria, a partir de canções do compositor. Com textos de Augusto de Campos, Caetano Veloso e Cláudio Leal Ferreira.
Publicado na“Folha de S.Paulo” em 12/4/1989, sob o título “Letras reúnem o clássico e o pop”
Na história da música popular desempenha um papel fundamental a produção dos principais compositores de canções norte-americanos dos anos 30 e 40, como George e Ira Gershwin, Rodgers e Hart, Irving Berlin, Cole Porter, Johnny Mercer. São eles os Bachs, os Beethovens, os Mozarts, os clássicos autores dos grandes clássicos do gênero. Nesta constelação, um lugar especial cabe a Cole Porter.
Graças ao seu estilo e à sua técnica de ajustar letras elaboradas a melodias relativamente (embora nem sempre) simples, Porter elevou o nível do texto da canção popular a uma alta potência poética, alcançando ele próprio como letrista um grau de sofisticada criatividade em momentos comparável mesmo ao de poetas da área erudita.
Quem quiser provar isso na prática, pode tentar verter algumas canções suas que impõem desafios que só poemas eruditos impõem. Nelas, sem prejuízo da naturalidade, Porter usa recursos que as tornam ainda mais agradáveis à medida que reouvidas: rimas imprevistas, internas, polifônicas; construções ele¬gantes, trocadilhos, enumerações, ambiguidades, paronomásias requintadas e imagens ricas, em temas amorosos tratados com charme e inteligência.
Da supermoderna obra-prima pop “You’re the Top” (uma das maiores – 135 versos mais a introdução e uma estrofe paródica – e melhores letras já escritas) a uma certa “It Was Written In The Stars”, suas mais de 800 canções configuram uma produção marcada mais pela personalidade que pela pessoalidade (tudo foi feito para trilhas da Broadway e Hollywood) e uma obra que excede em quantidade e qualidade. Cole Porter não tem fim.

de “Eduardo Gudin e Vânia Bastos”, de Eduardo Gudin e Vânia Bastos
É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você e eu
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim
Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim

Ela surgiu, total
Foi tão sutil, brutal
O que eu senti
Ela me viu – parou
Depois seguiu – passou
Não esqueci
Uma beleza o que faz
De vê-la se deseja mais
Ela sumiu dali
E no vazio me vi
E não foi só
Ela ficou em mim
Mas só ficou assim
Eu fiquei só
Meninas, tinha até demais
Ela mais linda que as demais
E a sua beleza dança
Na minha cabeça dança
Em vão
Em vão o relance me atravessa
Lança sua flecha
(Em meu coração)
Mas vê-la uma vez
Não é nenhuma vez
Uma, jamais
Desejo tê-la dez
Vezes dez vezes dez
Vezes e mais
De frente, flancos e de trás
De qualquer ângulo apraz
Com
Aqueles bons e velhos dons
De uns joões e outros johns
Juntei palavra, cor e som
Com a cabeça e o coração
E certamente com tesão
Armei no ar uma canção
Harmoniosa de artesão
Da arte que tem bossa
Mas você
Com desdém
Vem com essa prosa
– Num-sei-quê,
Num-sei-quem –
Que já é famosa
Ora, ora, ora
Pouco faz
E desfaz
Muito de quem faz e elabora
É
Que a sua ótica não vê
A minha lógica, nem crê
Na onda mágica, o bom
Da matemática do som
De uma música no ar
Arquitetura a flutuar
No ato puro de tocar
Samba, canção ou rock
Se você
É capaz
Cante, dance, toque
Mas não dê
Nunca mais
Um tão tonto toque
Se o seu palpite
Infeliz
Me maldiz
Me diz bem quão chão é o seu limite
Sim
Que a mim é dado e cabe a mim
O mais sonoro e claro sim
À arte, à vida, à criação
Tudo que eu canto com paixão
E tal clareza que transluz
Com vida própria e traduz
A própria vida e traz à luz
Seus sonhos escondidos
Pra você
Me ouvir
Meu rapaz, se deixe
Envolver
Seduzir
Ou em paz me deixe
Antes não evite
Venha cá
Vamos lá
Ao deleite, aceite o meu convite
Pois
Acima dessas discussões
Só a beleza das canções
É o que ficará depois
De tanto quanto se compôs
Brilhando como essa voz
Voando e ecoando em nós
Em pleno espaçotempo

de “Eu sou 300”, de Sérgio Britto
Nos miramos nos admiramos
Nos sentimos nos consentimos
Nos tentamos nos contentamos
Nos captamos nos capturamos
Nos rendemos nos desprendemos
Nos colamos nos descolamos
Nos levamos nos revelamos
Nos abrimos nos descobrimos
Nos deitamos nos deleitamos
Nos gostamos nos degustamos
Nos provamos nos aprovamos
Nos comemos nos comovemos
Nos amamos nos amarramos
Nos lançamos nos enlaçamos
Nos cedemos nos excedemos
Nos prendemos nos surpreendemos
O Marinheiro da Vanguarda, o neo-Navegador
O Viajante Pioneiro, o Desafiador
Lá no Profundo Espaço fundo vai
Pelo Universo Mundo sai
Com o Espírito da Curiosidade
E do Descobrimento e da Indagação
Da A-Ventura e da Investigação
Numa Procura, numa Empresa, na missão
Pelo Progresso, pela Paz e a União
O Magalhães Colombo Ulisses, o Empreendedor
O Mensageiro, o Visitante, o Analisador
O Bandeirante, o Desbravador
O Viking, o Explorador
Ante Horizontes Novos e a Oportunidade
De cada nave, sonda, ônibus, robô
De cada jipe, trem, foguete ou o que for
Que lhe desvende e lhe deslinde o lindo véu
De algum mistério do sidéreo, etéreo céu
Meu cosmonauta coração, na casca dessa noz
Eis a questão, o nó dos nós: o que é que somos nós?
Infinitésima espécie que
Reflete a imensidão em si
E o infinito, o grão da grandiosidade?
E além de nós, dos cafundós, o que é que há?
E além do fundo fim do mundo, além de lá?
E aquém do berço do universo, havia o quê?
E além de um verso – um multiverso? – o que há de haver?
1985 / 2013

“Suspeito” de Arrigo Barnabé
You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool
Oh! The way you walk
The way you talk
The way you smile
Oh! The way you look
I like your look
I like your style
I get so impressed by how you dress
But more impressed when you undress
You´ll always be
One of the best to me
You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool
Oh! The way you flirt
The way you hurt
The way you please
Oh! The way you act
And you attract
It is so easy
All I need is such a sweet and fresh
And lovely touch as of your flesh
As you can see
You mean to much to me

You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool
Oh! The way you walk
The way you talk
The way you smile
Oh! The way you look
I like your look
I like your style
I get so impressed by how you dress
But more impressed when you undress
You´ll always be
One of the best to me
You´re
So soft
Baby, you´re so cool
Sure
You´re not
Made for such a fool
Oh! The way you flirt
The way you hurt
The way you please
Oh! The way you act
And you attract
It is so easy
All I need is such a sweet and fresh
And lovely touch as of your flesh
As you can see
You mean to much to me

de “Cidade Oculta”, de Arrigo Barnabé
Na noite alta
Na noite alta os ratos rondam,
E no asfalto
E no asfalto os carros roncam.
Bares e clubes luzem.
Bares e clubes luzem. Sinais.
Gangues de punks lúmpens
Gangues de punks lúmpens demais.
E prostitutas passam
E prostitutas passam ao léu.
E viaturas surgem
E viaturas surgem no breu.
Quando nas casas
Quando nas casas os justos dormem,
Quando não matam,
Quando não matam, os brutos morrem.
Os seus olhos
Os seus olhos filtram letras,
Luminosos,
Luminosos, faroletes
Luminosos, faroletes e holofotes;
Nos seus olhos
Nos seus olhos se reflete
Todo o lume
Todo o lume do negrume
Todo o lume do negrume dessa noite.
Cena de bangue-bangue.
Cena de bangue-bangue. Faróis.
Tiras, bandidos, anti-
Tiras, bandidos, anti- -heróis.
Tiros e gritos: cante
Tiros e gritos: cante mortal.
Cena de sangue, lance
Cena de sangue, lance normal.
E pelas ruas,
E pelas ruas, peruas rugem;
Se abrem alas
Se abrem alas e as balas zunem.
De repente
De repente você treme,
E a sirene
E a sirene passa entre
E a sirene passa entre automóveis;
Em suspense
Em suspense você pensa:
O que pode
O que pode com o ódio
O que pode com o ódio desses homens?

Fluxo d’água
Luz e galhos
Folhinhas tranquilas
E um branco de lã boiando
No céu que oscila
Reflexo de um flamboyant
E de um boi que rumina
Essa tarde no alarde do seu lusco-fusco
É a tela mais bela na luz do crepúsculo
Tantas nuvens reluzem num grande lençol
Desmanchando e manchando o azul dos espaços
A terra emudeceu
Diante das cores no céu
O que vemos agora é mesmo um milagre
É a glória fugaz e capaz de uma lágrima
De beleza o olho vermelho do sol
Incendeia tua pele, cabelos e pelos
O céu, a terra, o chão
A nós e à nossa paixão
Neblina

Vendo se mover
a neblina furta-cor
vem me envolver
a imagem de um amor
Descendo de carro
não sei por que eu volto
nem por que que ele foi
acendo um cigarro
penso alto
e a falta dele dói
Dor amor e cor
se confundem para mim
a neblina brilha
num vislumbre para mim
Recordo seu corpo
e o seu perfume
como fumo se desfaz
num sono num sonho bom
leve, úmido
luminoso e fugaz
Neblina
distrai a minha solidão
e cria no ar
um clima
de fria luz e ilusão
em mim a vagar

Já teve vez no mesmo mês
que eu tive dez namorados
Era legal, mas afinal
eu digo “tchau” aos meus gatos
Por que eu arrumei
um milionário dessa vez.
E quando alguém não se contém
Me encontra, me canta, me atrai
Me satisfaz se mequer mais
Mas eu sou é do papai
Mas se o rapaz pedir demais
o meu telefone ai ai ai
tão dada eu sou, não sei se eu dou
pois eu sou é do papai
Sim eu sou é do papai
e com ele eu vivo em paz
Sim eu sou é do papai
Mon papa, mi papa, meu papai
E eu lhe digo meu rapaz
Você é bonito também
Mas eu sou é do papai
E o papai me trata tão bem
Me agrada e nada me falta
O papai magnata me trata tão bem
Yes
It has to be with you, I see
You are a charming company
The night is young and so are we
So let be sung our melody
Come, baby, take me to play
Come, baby, shake me and say
We´ll stay alone from now on
With me you´ll be in the bem-bom
Feel in the breeze that is in the air
A new and sweet affair
I feel the night will be so complete and swell
Well, let´s go
Let me tell you low:
Sad is to live in solitude
Glad is to fall in love with you
Now we are free, now we agree
It´s up to us, just you and me
É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você e eu
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim
Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim
(Sting/versão Carlos Rennó)
O luar brilha sobre os Jardins
As pessoas passam e não param para mim
E a mim só me resta seguir
Seus passos e as luzes a me seduzir
Rezei, implorei pra mudar
O que sou, como vou segurar?
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…
Há muito tempo atrás eu me tornei o que sou
Nessa vida eu caí como um peixe no anzol
Hoje eu não posso ver o sol brilhar
Só à noite eu me solto sob a luz do luar
Não há nessas mãos nem sinal do meu mal
Com o chapéu eu escondo meu olhar bestial
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…
Ela sempre sai pelas ruas dos Jardins
Depois que a noite cai, toda vez é assim
Ela vai, ela vem, eu vou seguindo atrás
Lutando contra o instinto, não encontro a paz
Por que, meu Deus do Céu, tenho eu que suportar
Ter que amar para matar ou matar o que eu amar?
Minha sombra ninguém vê nem ouve o som dos meus pés
E o luar brilha outra vez…
Moon Over Bourbon Street
(Sting)
There’s a moon over Bourbon Street tonight
I see faces as they pass beneath the pale lamplight
I’ve no choice but to follow that call
The bright lights, the people, and the moon and all
I pray everyday to be strong
For I know what I do must be wrong
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street
It was many years ago that I became what I am
I was trapped in this life like an innocent lamb
Now I can never show my face at noon
And you’ll only see me walking by the light of the moon
The brim of my hat hides the eye of a beast
I’ve the face of a sinner but the hands of a priest
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street
She walks everyday through the streets of New Orleans
She’s innocent and young from a family of means
I have stood many times outside her window at night
To struggle with my instinct in the pale moonlight
How could I be this way when I pray to God above
I must love what I destroy and destroy the thing I love
Oh you’ll never see my shade or hear the sound of my feet
While there’s a moon over Bourbon Street

de “Vânia Bastos”, de Vânia Bastos
Because you were mine
And love was divine,
So I was in heaven.
What happened
To us I haven´t
Forgotten anymore.
Because love was new,
And I was with you
In your paradise –
Where there were two skies,
Your blue eyes,
And many more.
But I had to lose
The blue of your sky.
Now I have to try
The sky of my blues.
Now I miss your kisses, darling, but even
So, I´m in such and Eden,
Cause ev´rything remains divine
In this pain of mine.
Foi uma noite apenas
Mas como resistir
Você entrou em cena
Deu pra eu sentir
Que só valia a pena
Te conquistar eu quis
Naquela noite plena
Você me fez feliz
Doce magia nos ares
Você dançava tão bem
E me lançava olhares
A gente ia além
E nesse jogo foi
Luz, sedução
Fogo e gozo, foi
Pura paixão
Ainda sinto sim
A sua pele em mim
A minha febre traz
E pede mais
Mais uma noite apenas
Mais uma noite a sós
Mais uma noite ao menos
Mais uma só pra nós.


de “Escrito nas Estrelas”, de Tetê Espíndola
Você pra mim foi o sol
De uma noite sem fim
Que acendeu o que sou,
Pra renascer tudo em mim.
Agora eu sei muito bem
Que eu nasci só pra ser
O seu parceiro, seu bem, (*)
E só morrer de prazer.
Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô,
Meu amor, esse amor de cartas claras sobre a mesa
É assim.
Signo do destino, que surpresa ele nos preparou;
Meu amor, nosso amor estava escrito nas estrelas,
Tava, sim.
Você me deu atenção
E tomou conta de mim.
Por isso, minha intenção
É prosseguir sempre assim.
Pois sem você, meu tesão,
Não sei o que eu vou ser;
Agora preste atenção:
Quero casar com você.
_____________________
Variante:
(*) Sua parceira, seu bem,

É
Só tem que ser é com você
Porque senão não tem porquê
Porque seu tom é tão pro meu
E eu sou mais você
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Como uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem mais pra cá, está demais
Mais vai ficar pra lá de bom
Em corpo, em cor, em som de vai
E vem que tem, cai no bem-bom
Vem me cantar, me tentar
Vem me tocar, me pegar
Com uma canção de amor
Que nasce agora no ar
Com o frescor da brisa, o calor
A cor do teu olhar
Que me alisa a pele em plena flor
Pra te dar
Meu amor, meu bem
Vem me amar, me chamar
Vem me pegar, me levar
A uma festa a dois
É só o que resta pra nós
Tem tanta gente, a gente nem vê
A hora de ficar
Eu e você, nós dois, como tem que ser
Sem pensar
Em depois, enfim
Só mesmo a gente noite adentro
Dentro e fora, agora sim
O nosso amor vai ser assim
Eu pra você, você pra mim
Música de Arrigo Barnabé e Eduardo Gudim, e letra de Carlos Rennó, 1985